
Um terço da população brasileira rejeita o modelo como foi montado o Comitê Organizador Local da Copa de 2014 (COL/2014). A entidade movimenta orçamento acima de U$ 400 milhões, mas possui apenas cinco integrantes, todos escolhidos a dedo pelo presidente da CBF, Ricardo Teixeira, que também acumula o cargo de chefe do COL.
A rejeição ao comitê de Teixeira foi identificada por pesquisa do Ibope publicada na edição desta quinta (19) do jornal “Lance!”. Para 33% dos entrevistados, o modelo ideal de organizar uma Copa do Mundo teria estrutura tripartipe, composta por governo federal, entidades da sociedade civil e também pela CBF. O levantamento ouviu 2.367 pessoas pelo país.
Com 17% da preferência, o segundo modelo mais votado foi o atual, formado apenas por membros da CBF, e que não leva em consideração a forma como a confederação escolhe os integrantes ou presta contas à população. Esta opção é mais forte entre os mais jovens e nas regiões Norte e Centro-Oeste.
Misto
Apenas 8% da população defende um comitê sem a participação da CBF. Outros 13% apoiam um modelo misto, com participação de representantes do governo federal e da CBF. Também é grande o contingente dos que não veem diferença entre os modelos, 13%, e dos que não souberam responder, 15%.
Nas classes A e B, 41% preferem o comitê tripartite, enquanto 20% apoiam o modelo concentrado. A proporção é parecida na faixa de renda salarial acima de cinco salários mínimos, 40% e 23%.
O Comitê
O COL/2014 foi formado em 2008 por Ricardo Teixeira. O cartola ocupa a presidência da entidade, também formada por sua filha, Joana Havelange (gerente-geral), o advogado de Teixeira, Francisco Mussnich (consultor jurídico), o ex-presidente do Banco Central, Carlos Langoni (consultor financeiro), o arquiteto Carlos de La Corte (consultor de estádios) e o assessor de imprensa da CBF, Rodrigo Paiva (diretor de comunicação).
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