sábado, 21 de agosto de 2010

Um terço dos brasileiros rejeita Comitê da Copa dominado pela CBF


Um terço da população brasileira rejeita o modelo como foi montado o Comitê Organizador Local da Copa de 2014 (COL/2014). A entidade movimenta orçamento acima de U$ 400 milhões, mas possui apenas cinco integrantes, todos escolhidos a dedo pelo presidente da CBF, Ricardo Teixeira, que também acumula o cargo de chefe do COL.

A rejeição ao comitê de Teixeira foi identificada por pesquisa do Ibope publicada na edição desta quinta (19) do jornal “Lance!”. Para 33% dos entrevistados, o modelo ideal de organizar uma Copa do Mundo teria estrutura tripartipe, composta por governo federal, entidades da sociedade civil e também pela CBF. O levantamento ouviu 2.367 pessoas pelo país.

Com 17% da preferência, o segundo modelo mais votado foi o atual, formado apenas por membros da CBF, e que não leva em consideração a forma como a confederação escolhe os integrantes ou presta contas à população. Esta opção é mais forte entre os mais jovens e nas regiões Norte e Centro-Oeste.

Misto
Apenas 8% da população defende um comitê sem a participação da CBF. Outros 13% apoiam um modelo misto, com participação de representantes do governo federal e da CBF. Também é grande o contingente dos que não veem diferença entre os modelos, 13%, e dos que não souberam responder, 15%.

Nas classes A e B, 41% preferem o comitê tripartite, enquanto 20% apoiam o modelo concentrado. A proporção é parecida na faixa de renda salarial acima de cinco salários mínimos, 40% e 23%.

O Comitê
O COL/2014 foi formado em 2008 por Ricardo Teixeira. O cartola ocupa a presidência da entidade, também formada por sua filha, Joana Havelange (gerente-geral), o advogado de Teixeira, Francisco Mussnich (consultor jurídico), o ex-presidente do Banco Central, Carlos Langoni (consultor financeiro), o arquiteto Carlos de La Corte (consultor de estádios) e o assessor de imprensa da CBF, Rodrigo Paiva (diretor de comunicação).

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Mano deve estrear diante da torcida brasileira apenas em 2011


Plano do treinador é atrapalhado por reformas em estádios e acordo de Ricardo Teixeira.

Ao contrário de suas primeiras declarações como técnico da seleção brasileira, Mano Menezes não deve trazer a equipe para jogar amistosos no país cedo. Até o fim do ano, o time vai realizar cinco amistosos, nenhum deles no Brasil.

De acordo com o jornal O Estado de S. Paulo, o presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), Ricardo Teixeira, admitiu que as obras nos estádios brasileiros para a Copa do Mundo de 2014 atrapalham a intenção de deixar a seleção mais próxima da torcida.

Além disso, há um acordo entre o dirigente, a Fifa e clubes europeus para que o time nacional realize apenas um amistoso por ano fora da Europa. Isso impediria o plano de Mano de tornar o público brasileiro mais íntimo de sua seleção.

Na sua primeira convocação, o ex-técnico do Corinthians priorizou jogadores que jogam no Brasil. Sua estreia diante da torcida, entretanto, só deve acontecer em 2011.

Na próxima terça-feira, dia 10, o Brasil enfrenta a seleção dos Estados Unidos, em New Jersey. A equipe joga de novo nos dias 3 e 7, ou 4 e 8, sem rivais ou locais determinados. Entre novembro e dezembro, mais três amistosos devem ser agendados.

Em 2011, o Brasil enfrenta a França em fevereiro. Em outubro, encara a Alemanha. As duas partidas não têm localidade definida e podem ser disputadas em território nacional.